Estabelecimentos tradicionais

Local onde funcionou o Bife de Ouro

Originalmente instalado à Praça Santa Rita, o Bife de Ouro foi criado pelo Lituano, Vladas Urbanavicius, e funcionou aqui por muitos anos. Quem experimentou os famosos lanches preparados por Vladas, garante que nunca mais comeu refeição tão saborosa. Ambiente preferido da boemia, o estabelecimento vivia repleto de fregueses. Dentre os personagens mais conhecidos da casa estavam: Mário do Putieu, Antônio do Pinho, Zé Cunha, Chico do Bilac, Amílcar Faria, Hilton Matragrano e Carlos Alfano. Orgulhoso de seu bar, umas das frases mais conhecidas do lituano era: “Com este bife eu construí um patrimônio!”

Bife de Ouro no atual Edifício Mendonça
Bife de Ouro no atual Edifício Mendonça

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Vladas e frequentadores do Bife de Ouro
Vladas e frequentadores do Bife de Ouro

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Bife de Ouro no atual Edifício Mendonça
Bife de Ouro no atual Edifício Mendonça

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Grande Armazém de Seccos e Molhados

Considerado uma das mais belas e imponentes construções da cidade, o Grande Armazém  de Seccos e Molhados é a primeira impressão dos viajantes que chegam à cidade e conserva uma arquitetura que remete ao início do século XX. Pouco se sabe sobre o primeiro proprietário do prédio. Dizem apenas que era um português que explorava um estabelecimento chamado Hotel D’Ouro. Ao deixar Santa Rita, foi vendido ao senhor Antônio Marciano Pereira. Foi neste momento que o local ganhou suas famosas inscrições na fachada. Construído em 1920, o prédio foi vendido ao português Arnaldo Mesquita.

Grande Armazem de Seccos e Molhados
Grande Armazem de Seccos e Molhados

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Grande Armazem de Seccos e Molhados
Grande Armazem de Seccos e Molhados

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Casa de Couros São José

O proprietário da tradicional Casa de Couros São José, Senhor Joaquim Ferreira Neto, aprendeu o ofício aos seis anos de idade, no município mineiro de Dores de Campos. A vinda do artesão para Santa Rita aconteceu em 1978, enquanto visitava a cidade por acaso. Ele gostou tanto do local, que montou o seu simpático estabelecimento, onde permanece até hoje. No local, é possível encontrar os mais variados produtos confeccionados em couro. Muito apreciada pelos turistas, a loja vive repleta de amigos que procuram este simpático senhor, em busca de uma boa prosa. Atualmente administrada por seu filho Vagner, a Casa de Couros São José preserva os traços das antigas vendas da cidade.

Joaquim Ferreira Neto
Joaquim Ferreira Neto

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Produtos da Casa de Couros
Produtos da Casa de Couros

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Ofício de pai para filho
Ofício de pai para filho

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Joaquim Ferreira Neto
Joaquim Ferreira Neto

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Antigo Cine Vitória

Da sociedade entre os senhores Carletti e Miranda, foi criado um cinema neste local, em 1954. Com a falência do Cine Glória, em Pouso Alegre, o projetor e cerca de cem cadeiras foram trazidos para cá. A escolha do ponto foi porque o senhor Miranda já havia gerenciado a Casas Pernambucanas, neste mesmo endereço. Certa vez, o Cine Vitória foi acometido por um incêndio e, durante a cheia do Rio Sapucaí, os espectadores precisaram pular no rio, durante a exibição. Por conta das dificuldades em trazer bons filmes e da concorrência com o Cine Theatro, o Cine Vitória fechou as portas.

CineVitória
CineVitória

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CineVitória
CineVitória

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Antigo Bar do Didi

Aqui funcionou o Bar do Didi, de propriedade do comerciante Nivaldo Rafael de Souza. Antes de iniciar as suas atividades no local, Didi havia atuado no Bar Bueno e no Bar do Júlio. Ao lado de sua esposa, Severiana, Didi atuou como comerciante desde 1943, até o fechamento do bar, em 1991. Desde então, passou a atuar em sua própria casa e o bar passou a se chamar “Clube do Didi”, tendo funcionado até o seu falecimento. Mesmo não lucrando com as reuniões que promovia em casa, Didi reunía os amigos que colecionou durante a vida.

Quando a enchente atingiu o Bar do Didi
Quando a enchente atingiu o Bar do Didi

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Didi e sua esposa Severiana
Didi e sua esposa Severiana

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Plaquinha indicativa do lendário Bar do Didi
Plaquinha indicativa do lendário Bar do Didi

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Quando a enchente atingiu o Bar do Didi
Quando a enchente atingiu o Bar do Didi

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Tipografia São Miguel

A Tipografia São Miguel é um tradicional estabelecimento de Santa Rita do Sapucaí, que ainda utiliza uma técnica primitiva de impressão, através do uso de “tipos”. A vocação de Ivo de Carvalho teve início quando passou a atuar no jornal “O Correio”, períódico adquirido posteriormente por ele e sua família. Nesta empresa que funciona há mais de meio século, são impressos livros, jornais e informativos diversos, adicionando caracteres em sequência e clichês, de forma manual.

 

Estamparia Santaritense

José Palma Rennó foi um grande referencial de empreendedorismo. Com impressionante visão para os negócios, adquiria latas da empresa Metalgráfica Matarazzo e as utilizava para enlatar manteiga de sua fabricação, com exclusividade, para todo o país. Isso o estimulou a fundar, em 1925, sua própria fábrica de embalagens em flandres, utilizadas para enlatar manteiga. Tal empresa se desdobrou em diversas sociedades: Rennó & Kramert, Rennó & Bicalho, Rennó & Bernardi, Rennó & Filhos e, em 1955, Estamparia Santaritense S/A., a qual permanece até hoje.

 

G.Sodré: a primeira grande empresa de Santa Rita do Sapucaí

Guilherme com o neto e também empresário, César Alckmin
Guilherme com o neto e também empresário, César Alckmin

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Esta foto nos leva à entrada da extinta empresa santarritense G
Esta foto nos leva à entrada da extinta empresa santarritense G

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Instalações da G
Instalações da G

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Guilherme com o neto e também empresário, César Alckmin
Guilherme com o neto e também empresário, César Alckmin

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Criada pelos irmãos Guilherme e Amaury Sodré Alckimin, a primeira grande  indústria da cidade se instalou aqui, em 1965. Com cerca de 750 funcionários, a G.Sodré Equipamentos de Segurança representou importante impulso econômico local. Depois de 17 anos, foi comprada pela multinacional americana, Norton, que encerrou as atividades em Santa Rita, pouco tempo depois. Instalou-se aqui a canadense Moore Formulários, permanecendo por alguns anos. Com a criação do Condomínio de Empresas (Prointec), em 1999, o local passou a sediar dezenas de empresas em seu complexo industrial.

 

O tradicional Bar e Restaurante do Bá

Bá

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Bá assiste jogo do glorioso Botafogo
Bá assiste jogo do glorioso Botafogo

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Camisa autografada
Camisa autografada

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Bá

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Em atividade há mais de 40 anos, o Bar e Restaurante do Bá é um dos mais tradicionais estabelecimentos de Santa Rita do Sapucaí. Em visita a Santa Rita do Sapucaí, o escritor e PhD americano, Bob Deustch, afirmou que nenhum outro estabelecimento do mundo havia preparado uma Parmegiana tão saborosa. Um dos grandes motivos que fizeram deste um dos locais mais queridos da cidade sempre sempre foi o carisma do botafoguense Bá, falecido recentemente e que comandava o estabelecimento ao lado de sua esposa e filhos.

 

Antigo estabelecimento de Joaquim das Frutas

Casa de Frutas de Joaquim Eleutério, durante enchente
Casa de Frutas de Joaquim Eleutério, durante enchente

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Joaquim das Frutas
Joaquim das Frutas

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Casa de Frutas, durante enchente na Silvestre Ferraz
Casa de Frutas, durante enchente na Silvestre Ferraz

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Casa de Frutas de Joaquim Eleutério, durante enchente
Casa de Frutas de Joaquim Eleutério, durante enchente

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Neste local funcionou a “Casa das Frutas” de Joaquim Eleutério Rafael, conhecido como Joaquim das Frutas. Antes de se estabelecer aqui, possuía uma banca no extinto Mercadão. Em 1957, Joaquim trouxe para Santa Rita um eletrodoméstico desconhecido até então: o liquidificador. Com aquela engenhoca, viraria noites preparando sucos, em companhia de sua esposa, Maria do Carmo. Com a ascensão dos supermercados, o movimento reduziu e Joaquim montou uma serraria no Bairro da Pedreira. Quem viveu em Santa Rita entre as décadas de 70 e 80, ainda se lembra do cata-vento e do letreiro luminoso, construídos por seus filhos. Faleceu aos 56 anos.

 

Tradicionais churros recheados do Senhor João

João produz churros deliciosos que toda criança santa-ritense conhece
João produz churros deliciosos que toda criança santa-ritense conhece

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João produz churros deliciosos que toda criança santa-ritense conhece
João produz churros deliciosos que toda criança santa-ritense conhece

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A tradição dos churros recheados foi iniciada em nossa terrinha, há mais de 35 anos, por João Antônio de Freitas. Tudo começou quando ele esteve em uma quermesse em São Gonçalo para vender seus sorvetes e recebeu a oferta para comprar a tal máquina. João nunca tinha ouvido falar da guloseima, mas investiu no produto que caiu no gosto da clientela. Em 22 de outubro de 2020, foi criado o “Programa Municipal de Valorização dos Churros Recheados”, tendo como patrono o João Antônio de Freitas e também foi criado o “Dia Municipal do Churros”, a ser celebrado em 24 de maio.

 

Francisco Resch e a rede de Padarias Carlitos

A primeira padaria da família Resch
A primeira padaria da família Resch

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Primeira Geração da família de Francisco Resch
Primeira Geração da família de Francisco Resch

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Terceira geração da Família Resch
Terceira geração da Família Resch

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A primeira padaria da família Resch
A primeira padaria da família Resch

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Francisco Resch nasceu em Chemnitz na Alemanha e veio para Brasil em 1923. Mesmo diante das dificuldades causadas pelo idioma e a adaptação ao clima, encontrou esperança para reconstruir a vida em terras novas. Embora tenha residido em São Paulo e trabalhado em padarias e confeitarias, foi em Santa Rita do Sapucaí que comprou um imóvel e abriu um pequeno negócio, a Padaria Central. Nos anos seguintes, seus descendentes seguiram adiante e o negócio prosperou. Hoje, José Carlos Resch possui a rede de panificadoras mais tradicional de Santa Rita, a Padaria do Carlito, em homenagem ao pai, Carlos Resch.